sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ruído de fundo




sentamo-nos  à volta da mesa
as vozes caídas ao longo do corpo

como se o corpo se tivesse esquecido
dos (a)braços

os olhos a mastigarem o silêncio

sobram palavras vazias
como ruído de fundo

à procura dos dias
em que nos pertencemos

e dos lugares
em que nos desencontrámos.

Brígida Luz

1 comentário:

  1. Num todo impressivo e contagiante,
    sublinho o final do poema que traça, em sublimação, a qualidade da tua poesia

    "sobram palavras vazias
    como ruído de fundo

    à procura dos dias
    em que nos pertencemos

    e dos lugares
    em que nos desencontrámos."

    Muito Belo e profundo

    Bjo.

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