domingo, 1 de julho de 2012

Deixa Voar o Silêncio


Num reencontro de aves
bastar-me-ia
um ténue aflorar de palavras nuas
um fluir de almas
saboreando clareiras de sonhos leves
no repouso da solidão
feito regaço de afectos.

Bastar-me-ia tão pouco...

O mar azulando a noite
em vagalumes de água
que crescem nos búzios que vêm e vão.

Estilhaça os rostos velhos
nos espelhos
não acordes o tempo
deixa voar o silêncio sobre o meu corpo poema
onde o Verão ousaria.

Tão pouco me bastaria...


Brígida Luz
11.07.10

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