quarta-feira, 7 de junho de 2017

O regresso do tempo


Voam no azul as aves brancas
recortando o tempo certo
atravessam do sonho as vestes
meia dúzia de palavras
aninhadas em ramos suspensos
das estrelas

essas que implodem o vazio dos ventos
arautos da boa nova
bússola dos harpejos da memória

o jardim é azul
a porta muito ampla
evoca sobre as tábuas o círculo do sol
explode na planura quente dos vinhedos

o céu ondula
é real o azul das águas na labareda dos olhos
desenhando o horizonte

é azul o sopro do vento
quando pressente o regresso do tempo.

Brígida Luz
18.09.10

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