sábado, 3 de agosto de 2013

Sabor a mar



Aceito todas as dúvidas que me atravessam
nos nomes concretos que me prendem às manhãs.

Quase sempre antecipo um anel de sol
a evitar a migração dos pássaros.

Adentro-me pelas marés
e deixo-me alcançar pela espuma do tempo
a arrastar-me para longe das escarpas.

Recordo os vagalumes que refulgiam das areias
o silêncio das águas que nos tinham
a sede inesgotável onde cabíamos.

Quem mutilou o ondular do vento
as palavras da noite em inconfessos movimentos de linho?

Admiro as árvores que aceitam vestir-se de outono;
conjugam o amor e sabem a.mar em todas as estações.

Brígida Luz

5 comentários:

  1. De aprendizagem é feita a vida.
    De abertura a sabedoria.
    Beijos

    ResponderEliminar
  2. Olá Brígida, quero lhe agradecer por ter me avisado, juro que pensei, que seu nome era Maria mesmo!
    Mil perdões já estou concertando isso agora mesmo! parabéns seu poemas são lindos.

    ResponderEliminar
  3. Um poema inspirado, a transpirar beleza.

    beijo

    ResponderEliminar
  4. O antigo sabor que nunca se esquece
    Os dias, que se vestem de ondas inconsoláveis
    Na memória…

    Muito belo,

    Beijinho

    ResponderEliminar