quarta-feira, 31 de julho de 2013

Enquanto não voltares



Despeço-me de ti e fico
a ver-te, ao longe, quando partes.
Misturam-se as paredes de betão
e esbatem nos meus olhos
a plena nitidez dos movimentos.
Aceno laivos de saudade liquefeita
em sílabas vagarosas
e sopro-te um sorriso

[ simbiose de raízes e imagens afastadas ]

que flutuará no poema
enquanto não voltares.

Brígida Luz

4 comentários:

  1. "Aceno laivos de saudade liquefeita
    em sílabas vagarosas
    e sopro-te um sorriso..."

    pura poesia. todo o poema, na verdade.

    grata
    abraço amigo

    Mel

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  2. Um gosto ter chegado ao seu blogue onde me registei como
    seguidora.Voltarei sempre que possa.
    Bj.
    Irene Alves

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  3. O verso escreve o intervalo silencioso
    que separa mudo tempo

    [ simbiose de raízes e imagens afastadas ]

    Belo.

    Bjo.

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