quarta-feira, 17 de julho de 2013

Estes versos são o mar



Sem o prever
os olhos regressam ao silêncio das águas
avançam sobre a limpidez da manhã

como dedos a procurar a luz
ou um sopro de vida
a (re)vestir o verso.

Fecham os últimos caminhos de sombra
entregam-se como brisas

subitamente sol
e corpo
na pulsação do mar.

Porque estes versos são o mar. E há tanto mar
a poder ser grito, pássaro, flor
ou cor estridente.

Há tanto mar para ser navio
e sonhar o tempo.

Brígida Luz

2 comentários:

  1. " E há tanto mar
    a poder ser grito, pássaro, flor
    ou cor estridente."

    ou poema, ou arte de ser palavra - como aqui.

    abraço amigo
    Mel

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