Há sempre flores
que se abrem onde não esperamos
mesmo no quarto onde o corpo aprende a ser noite
ou
às vezes
é apenas uma janela
que não sabe fechar
o que sente
nem sabe o nome
das flores.
Então
recolhe as pétalas no enigma do silêncio
legado da permanência de sílabas
adormecidas no fundo de uma lua
até que a rota dos pássaros
saiba explicar
os lugares que abrem para sempre
os sítios do sol
íntima geografia da inocência das manhãs.
que se abrem onde não esperamos
mesmo no quarto onde o corpo aprende a ser noite
ou
às vezes
é apenas uma janela
que não sabe fechar
o que sente
nem sabe o nome
das flores.
Então
recolhe as pétalas no enigma do silêncio
legado da permanência de sílabas
adormecidas no fundo de uma lua
até que a rota dos pássaros
saiba explicar
os lugares que abrem para sempre
os sítios do sol
íntima geografia da inocência das manhãs.
BL
21.08.26
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