quinta-feira, 2 de junho de 2016

Tons de terra

Poder explicar as formas densas
que caem das paredes. Tons de terra
a estenderem as raízes das palavras.

A luz
a atravessar as poeiras do silêncio. Partículas
invisíveis a mancharem de penumbra

a folha que seria imaculada. O aroma limpo
da magnólia a transportar um sorriso em fuga. O tempo

doce. Adormecido. No interior
dos afetos mais generosos e sinceros.
A leve respiração do amor.

Os teus olhos de avelã
mãe
a serem o fio de voz
que me segura o olhar.

Brígida Luz
02.06.16

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