quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Trans-verso


o silêncio
disperso

em movimento opaco
de sílabas átonas

os olhos secos
o olhar vazio
irrefletido espelho
indecifrável rio

segredos
a rasgar a pele
pedras
a  verter do peito

sombras
nos dedos

limiar do rosto
pôr do sol e sal
a atravessar o verso.

Brígida Luz

7 comentários:


  1. Há sempre uns pingos de sombra e de silêncio atravessando os versos que germinam na raiz do um sentir.

    Beijo meu

    ResponderEliminar
  2. Pedras a verter do peito que se podem tranformar em flores :)

    Beijos

    ResponderEliminar
  3. O verso que nos atravessa
    E atravessando nos rasga a pele


    Um poema-força que clama boa declamação

    Bjo.

    ResponderEliminar
  4. Boa tarde moça. Tudo bem com você? Estive aqui dando um aespiada. Muito lindo aqui. Gostei. Apareça por lá. Abraços.

    ResponderEliminar
  5. Very cool blog:))
    I wish the nice day;]

    http://photographyismyexistence.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  6. Tão triste nasceu hoje o Verão
    Tão agreste sopra este colérico vento
    Tão molhada está esta verde terra
    Tão cinza está um coração em desalento

    Mentem os que disserem que perdi a Lua
    Os que profetizaram o meu futuro de luz
    Mentem os que acharam que não me visto de sentimento
    Os que acham que apenas a mentira seduz

    Acolhi no olhar todas as coléricas vagas que alcancei
    Abracei uma roseira e senti o golpe dos espinhos
    Senti o aroma errante das hortênsias
    Numa viagem por sete caminhos

    Bom fim de semana

    Doce beijo

    ResponderEliminar