Claridade em suspensão.
Nada se fixa.
Tudo é fluxo
a atravessar o ar.
Partículas de ti
partículas de mim
sem direção
sem nome.
Tudo é deslocação
num campo sem tempo.
O dia não acontece.
A noite não se recolhe.
Apenas um brilho imóvel
a oscilar
dentro do vazio.
O que se dá
o que se recebe
movimentos ínfimos
desvios quase invisíveis na matéria clara.
E todos os dias
todos
são o mesmo clarão
contínuo
a tentar permanecer.
BL
02.09.26
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