terça-feira, 30 de junho de 2026

Quando o voo é ausência

 




Quando o voo é ausência

e memória.

Cai no poema o som aflito

do restolho ofegante.

Um eco mordido pelo medo da página onde o início

é regresso.

Queimo fotografias guardadas

no interior do olhar

agarro com as duas mãos as portas do futuro.

E deixo que o vento me redesenhe os contornos

e em cada sopro invento a palavra

que ainda não encontrou o corpo onde pousar.



BL

30.06.26




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