segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um dia serei talvez na chuva esse lugar


Não peças mais. A incerteza
apenas
do tempo suspenso das esperas
essa luz tangencial
farol das grandes viagens
oásis de utopias.


Estarei

[ mesmo não estando ]

atenta e vigilante
contando fios de espumas
por detrás da imensidão do mar
ou do verde-longe da planície.


Nos olhos
a memória
a luz virgem das palavras.


Nos lábios
o reencontro
o rio
a fazer-se instante.


[ sente somente o fluir das suas águas ]

Um dia
serei
talvez na chuva
esse lugar.


Brígida Luz

5 comentários:

  1. Um dia, serão transformadas em certezas todas as dúvidas que mesmo incertas nos desassossegam.

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  2. O tempo das esperas (suspenso)
    A incerta memória (pendente)
    E o verso que flui entre os lugares

    Bjo.

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  3. poema suspenso na chuva que nos afoga o coração...
    é fantástica esta capacidade que conseguimos ter...estar ali, onde é preciso e, no entanto, não estar em lugar nenhum...

    m beijo da magnólia

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