sexta-feira, 17 de julho de 2026

Barco de luzes mansas

 



 

Olha este silêncio que te guardo no peito

um remanso tecido

de esperas brandas

e o meu abraço.

 

Olha

há rios de sombra doce

nos meus ombros

e um farol aceso

para o teu passo mais cansado.

 

E deixo-te um fruto

uma concha de lua

um sopro de brisa

para embalar o que te dói.

 

Este silêncio

este ninho de instantes

das mais líquidas auroras.

 

E um gesto e um afago

para que o amanhã

desabroche devagarinho.





BL

17.07.26




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