Olha este silêncio que te guardo no peito
um remanso tecido
de esperas brandas
e o meu abraço.
Olha
há rios de sombra doce
nos meus ombros
e um farol aceso
para o teu passo mais cansado.
E deixo-te um fruto
uma concha de lua
um sopro de brisa
para embalar o que te dói.
Este silêncio
este ninho de instantes
das mais líquidas auroras.
E um gesto e um afago
para que o amanhã
desabroche devagarinho.
BL
17.07.26
Sem comentários:
Enviar um comentário