Um poema pode ser isso. Coisa que se apaga
enquanto indica o caminho
um risco de carvão
a tremer
no papel gasto.
Há quem o leia como mapa.
Ou quem o escute como vento.
Mas ele é somente
este gesto breve
de quem tenta acender um rumo
com a cinza que lhe sobra.
E
no entanto
mesmo a desfazer-se
mesmo a perder o contorno
ele aponta.
no entanto
mesmo a desfazer-se
mesmo a perder o contorno
ele aponta.
Para o que ainda resta
de quem o escreve.
BL
17.02.26
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