Há um fundo secreto
onde a solidão se recolhe.
onde a solidão se recolhe.
Um lugar que não pede nome.
Pulsa
devagar
como um coração cansado.
Pulsa
devagar
como um coração cansado.
Procuro sinais de que não caminho perdida.
Recolho migalhas de sentido
gestos mínimos
que me provam que ainda existo.
Recolho migalhas de sentido
gestos mínimos
que me provam que ainda existo.
Mas o silêncio insiste.
Cresce
como que uma sombra que me conhece de cor.
Cresce
como que uma sombra que me conhece de cor.
E diz que a profundidade não tem fundo.
Então
penso quanto posso.
Teço argumentos
frágeis como fios de luz
para acreditar que não passo pela vida ao abandono.
penso quanto posso.
Teço argumentos
frágeis como fios de luz
para acreditar que não passo pela vida ao abandono.
E
nesse quase nada
há uma chama que não se explica
uma espécie de resistência
nesse quase nada
há uma chama que não se explica
uma espécie de resistência
um murmúrio que diz que mesmo na solidão absoluta
existe algo que respira
algo que não sei se é meu.
BL
12.01.26
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