domingo, 4 de março de 2018

A parede em ruínas

São pedaços de nós
prolongamento dos nossos passos.
Voam por dentro do tempo
enquanto procuramos um olhar
na voz incerta do regresso dos pássaros.
Acordam nomes e rostos
que nos sagram os lugares e encandeiam
os crepúsculos.
Visão incendiada onde sobrevive
a velha ponte atravessada por enigmas e silêncio
na orla das orquídeas
que vivem no poema.

Brígida Luz
02.03.18

Sem comentários:

Enviar um comentário