domingo, 15 de março de 2015

Poema de domingo à tarde





Nomeio os caminhos
debruçados num cais de abril
quando na pele havia
rumores de manhãs primeiras
ou da luz a melodia inteira que em mim guardava.
E eu chamava-te instante
sonho
rosto
e a tua voz era o tempo verdadeiro a ensinar-me
o sol de maio a descer as ruas.
E num fio de versos soltos
ou na memória de uma página lenta
nomeio os lugares do silêncio
onde
sobre as mãos
baixam palavras nuas.




Brígida Luz

5 comentários:

  1. ... e assim ....

    presos a um sopro de vento

    Bj

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  2. "nomeio os lugares do silêncio
    onde
    sobre as mãos
    baixam palavras nuas."
    Faço o mesmo....
    Um beijo.

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  3. "Exijamos fazer parte da elaboração do argumento... ou seremos apenas parte do cenário!..." :)
    AbraçO

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  4. [o instante,

    o lugar, nomeada
    a noção do olhar, instante]

    um imenso abraço,

    bL

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