segunda-feira, 14 de abril de 2014

Entre o sono e o sonho




 
Suspensa do teto, a noite em movimento
a mapear memórias
pelas idades dentro.

A retomar a construção
de fraturadas improbabilidades
alimentadas pelo clarão verde
de exígua chama
mar noturno
a deslizar
numa espiral de estrelas.

A emergir das águas infindáveis
em redemoinhos de rostos e incêndios

a galgar margens extasiadas
em minúsculos estilhaços do tempo.

A iluminar o sonho
na vertigem dos nomes gravados
na claridade da pedra.

E os meus olhos
longe
na lucidez do silêncio
sementes e uni_verso
no interior da luz.



Brígida Luz





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