domingo, 8 de dezembro de 2013

... e a palavra nasce


Foto de Marián Uhrín


Antever a luz
na arquitetura dos dias.

Despir as sombras, o vácuo
que adormece as veias

para atravessar o pólen extasiado
da manhã.

Ousar na pele
o toque dos pássaros

um bater de asas

a encostar o tempo
à serena cumplicidade do silêncio.

Consentir o corpo de luz
onde
leve
a palavra nasce

como seara de seda
na voz _talvez_ embaciada do olhar.

Brígida Luz

2 comentários:

  1. Antever na luz
    a arquitetura das sombras

    o vácuo que atravessa os dias

    E se Ousar tocar o tempo
    sentir no silêncio
    a cumplicidade da voz

    Corpo escuro
    onde nasce a palavra

    ---

    Desculpa o abuso de tuas letras
    Acontece-me quando o poema me toca profundamente

    Bjo.

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  2. Há pássaros que voam
    com os pés no chão

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