domingo, 24 de março de 2013

Da redefinição da luz


Divido-me entre ruas de esquecimento e portas
entreabertas ao voo peregrino
de aves tardias. Entre o nada e o nada.


Existe ainda dentro de mim
a verde geografia da palavra
a iludir o pousio das horas?
Ainda existe?


Poderia ser hoje o dia em que o tempo
se suspendesse na memória generosa
de um campo de trigo.


Preciso de um fio de letras, para decifrar o silêncio
de raízes soltas. Talvez a última tentativa
para a redefinição da luz.


Brígida Luz

6 comentários:


  1. [imenso o tempo,

    o traço que vai
    da palavra ao rascunho do silêncio]

    um abraço,

    Lb

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  2. hoje é o dia em que o tempo se suspende, não na memória, mas na ondulação da cor de um campo de trigo infantil a entrar pela idade do corpo adentro, no grito ou no assombro do silêncio, no escuro ou na redefinição da luz, mas sem ontem e sem amanhã, apenas ir e vivê-lo hoje por inteiro.

    abraços

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  3. Fragmentos de luz em busca de uma nova linha de partida.

    Um beijo

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  4. Talvez o silêncio seja a melodia da luz,um espaço atemporal

    inscrito do nada,onde o todo-luz permanece na sua redefinição...

    A tua poesia,sim,preenche o todo de beleza irradiante!!

    Adoro sempre ler-te,Brígida.

    Beijo.

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  5. Tudo se procura

    até a luz
    que projecta a sombra

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  6. Na lembrança das memórias
    E naquelas que são escondidas

    O sentimento
    “Podia ser hoje “ ganhar asas…

    Ler-te é um prazer enorme.
    Gostei imenso!

    (não precisas agradecer, se te comento é porque te leio.
    E se te leio, é porque gosto)

    Beijinhos

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