quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

No bom tempo das palavras


Um dia dissipar-se-á dos teus olhos
esse vento impaciente
que passa por ti num sopro indecifrável
de cidades vazias.
Descerá sobre os escombros
o bom tempo das palavras
a proteger as memórias
que merecem viver.
Na tua pele há de entranhar-se
o gesto antigo
a transpor as ranhuras do silêncio
a respirar uma estrada de linho
na raiz da manhã.

Brígida Luz

3 comentários:

  1. E o mesmo vento percorre todos os seres, respiramos todas as almas, e sentimos todos os sentimentos! linda poesia, abração

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  2. Da memória proteger a palavra
    A que escapa ao vento lento que nos impacienta
    e se forma verso entre silêncios

    Belo

    Bjo.

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  3. Do passado fazer raiz,

    Num novo amanhecer...

    tão belo, este teu poema!

    Beijinhos

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