Ajeito o espelho e deixoque o tempo se desdobre em paisagens e destinos
até onde o olhar me sobra.
Dilui-se na lonjura o arvoredo
e é quase vã a esperança de encontrar
a margem da planura
onde
por esta altura
profundo e quente o silêncio cantaria.
Subtraio ao chão que piso o pensamento
e neste viajar entre espaços imprecisos
e pedaços de incertezas peregrinas
deslizo os dedos pela luz das madrugadas
ou memórias rendilhadas de charneca e neblinas.
Ajeito o espelho. O gesto é vagaroso e delicado
a consertar as horas
peça a peça
a (re)lembrar o tempo
que recomeça.
E é neste pó de verão que
hoje
eu prossigo o meu percurso.
BL
Ponto por ponto
ResponderEliminarem todos os apeadeiros da vida
hallo.....please if you want to use my image......write my name as the photographer........ http://1x.com/photo/110511/latest:user:106691
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