Rasurando desalinhos. Ferrugens
estéreis
na linguagem intransponível
dos olhos. A mente
em fuga
no atropelo do corpo.
Poeiras de desmemórias
ou encriptação dos afetos?
Na inconformidade dos dedos
reescrevo as horas permeáveis
à proximidade da pele. Como se não
se tivesse esgotado
um tempo que aconteceu. Livre.
E imensurável. Desconstrutor de margens
dentro de nós.
Entre os destroços, decerto
encontrarei um abrigo remendado de palavras.
BL
Muito belo!
ResponderEliminarTocante! O sentido da perda assimilada e, simultaneamente, a dor do perder.
Um beijo
No ciclo das marés
ResponderEliminaras pontes permanecem
a olhar as águas correntes