baixinho
o homem que alimentava pombos
com migalhas de pão seco.
como se cada migalha fosse a promessa
de que o mundo
ainda podia ser simples.
as asas
como quem escreve
uma esperança discreta.
enquanto o pão se desfazia
entre os dedos gastos
o homem pensava que talvez a vida
fosse isso mesmo.
um instante de paz
no meio do ruído.
Do mal o menos
repetia.
naquele murmúrio