O tempo vagaroso
na demorada despedida das mãos.
Tudo o que fica é esse calor que insiste
um ténue eco de pele
a procurar ainda a forma da outra.
Há um silêncio que se estende
o mundo respira devagar
com medo de interromper o instante que se desfaz.
Imóveis
sabemos que partir é sempre um gesto incompleto.
Algo fica preso
no espaço que se abre quando deixamos de tocar.
Um resto de luz a acompanhar o passo
como se a memória das mãos ainda caminhasse connosco.
BL
13.07.26