Rasgámos o silêncio
como quem acende a pele por dentro
e
no lume breve dos dedos
inventámos margens
onde cabia o mundo.
como quem acende a pele por dentro
e
no lume breve dos dedos
inventámos margens
onde cabia o mundo.
Entre o sopro e a vertigem
a noite abriu-se em frutos lentos
e cada sombra era um nome
que aprendíamos com a boca.
Desatámos o peso do tempo
numa dança de veias despertas
e o chão
cúmplice
cedeu
à promessa dos nossos passos.
numa dança de veias despertas
e o chão
cúmplice
cedeu
à promessa dos nossos passos.
Assim
de gesto em gesto
colhemos o que tremia no ar.
de gesto em gesto
colhemos o que tremia no ar.
A luz ainda por nascer
e o corpo inteiro
a dizer-se.
e o corpo inteiro
a dizer-se.
BL
01.02.26
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