sábado, 7 de fevereiro de 2026

O instante que arde

 



o tempo
inclina-se
num sopro
de fogo.

há um ponto
— ínfimo —
onde tudo
se incendeia.

a pele
da sombra
treme
como se soubesse
o que vem.

o ar
abre-se
num clarão
que não escolhe
testemunhas.

e eu
permaneço
no centro
do lume
a ouvir
o silêncio
arder.





BL
07.02.26















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