o tempo
inclina-se
num sopro
de fogo.
há um ponto
— ínfimo —
onde tudo
se incendeia.
a pele
da sombra
treme
como se soubesse
o que vem.
o ar
abre-se
num clarão
que não escolhe
testemunhas.
e eu
permaneço
no centro
do lume
a ouvir
o silêncio
arder.
BL
07.02.26
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