Quebro o verso
para que o poema respire fundo
no espaço em branco
e deixe o silêncio trabalhar
a favor do ritmo.
para que o poema respire fundo
no espaço em branco
e deixe o silêncio trabalhar
a favor do ritmo.
Quebro a frase
para que o sentido escorra
devagar
e aprenda a ouvir
o intervalo entre duas ondas.
Deixo que o branco
se estenda um pouco mais.
Às vezes
é no vazio
que a palavra encontra
o seu próprio eco.
que a palavra encontra
o seu próprio eco.
Abro fendas
onde já houvera pontuação
e nelas deixo entrar
o ar fresco
de um pensamento que ainda nasce.
onde já houvera pontuação
e nelas deixo entrar
o ar fresco
de um pensamento que ainda nasce.
E
quando o ritmo hesita
não o apresso.
quando o ritmo hesita
não o apresso.
Também existe música
no passo que falha
e recomeça.
BL
14.02.26
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