Quantas vezes morremos
no paradoxo de palavras onde nos abrigamos.
Às vezes
renascemos
clandestinos
no intervalo ínfimo entre duas sílabas
que não ousámos dizer.
Talvez a morte seja
um desvanecer
l e n t o
nas margens da metáfora.
Um regressar
ao barro primordial
onde todas as imagens se confundem.
E
no instante em que tudo
parece ruir
poderá uma palavra pequena abrir
uma fenda mínima no escuro
e deixar entrar um
eco
para que o corpo permaneça inteiro
a arrastar
para __________________________________longe
a voz das cinzas.
BL
29.06.26
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