| FOTO DE JL |
No centro imóvel da noite
o corpo secreto
rumina florestas submersas
onde as folhas ardem em silêncio
e cada sombra aprende a vestir o rosto que perdeu.
o corpo secreto
rumina florestas submersas
onde as folhas ardem em silêncio
e cada sombra aprende a vestir o rosto que perdeu.
Há um rumor de pedra líquida
a escorrer pelas veias do tempo
como se o mundo respirasse por fendas
e o sonho fosse apenas um animal cego
a procurar o seu nome dentro da terra.
como se o mundo respirasse por fendas
e o sonho fosse apenas um animal cego
a procurar o seu nome dentro da terra.
E
quando o silêncio desperta
ergue do chão um farol de cinzas vivas
que atravessa o peito do mundo
como um pássaro
a recolher no seu voo
a última máscara do fogo.
quando o silêncio desperta
ergue do chão um farol de cinzas vivas
que atravessa o peito do mundo
como um pássaro
a recolher no seu voo
a última máscara do fogo.
E no fim do labirinto (in)quieto
surge um sopro de luz antiga
a dobrar o horizonte por dentro
como se o mundo fosse um navio vazio
onde a memória acende raízes de vento.
surge um sopro de luz antiga
a dobrar o horizonte por dentro
como se o mundo fosse um navio vazio
onde a memória acende raízes de vento.
BL
19.03.26
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