segunda-feira, 13 de julho de 2026

Contra o silêncio

 

 



O tempo vagaroso

na demorada despedida das mãos.

 

Tudo o que fica é esse calor que insiste

um ténue eco de pele

a procurar ainda a forma da outra.

 

Há um silêncio que se estende

o mundo respira devagar

com medo de interromper o instante que se desfaz.

 

Imóveis

sabemos que partir é sempre um gesto incompleto.

Algo fica preso

no espaço que se abre quando deixamos de tocar.

Um resto de luz a acompanhar o passo

como se a memória das mãos ainda caminhasse connosco.



BL

13.07.26







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