Escreve-se o corpo
no intervalo das sombras
onde o silêncio arde
onde o silêncio arde
devagar
como quem aprende a respirar o nome do outro.
como quem aprende a respirar o nome do outro.
Existe um lume antigo
a crescer nas veias
um rumor de marés
que regressam sempre
ao lugar onde a pele se lembra.
a crescer nas veias
um rumor de marés
que regressam sempre
ao lugar onde a pele se lembra.
Tocam-se distâncias.
Longas.
Febris.
Quase infinitas.
Longas.
Febris.
Quase infinitas.
E nelas ergue-se o impulso
onda que não conhece fronteira
fome que se dobra sobre si mesma
até ser vertigem.
onda que não conhece fronteira
fome que se dobra sobre si mesma
até ser vertigem.
E quando a noite se inclina
há um gesto que persiste.
O de procurar
ainda
o que falta no espaço exato
onde dois silêncios se tocam
e incendeiam tudo.
há um gesto que persiste.
O de procurar
ainda
o que falta no espaço exato
onde dois silêncios se tocam
e incendeiam tudo.
BL
04.01.26
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