Caminho repartida
por entre longes e metamorfoses do tempo. Envelhecendo
pólen e certezas
ecos das brisas que me sobram
de uma janela que cresceu
voltada para sul.
Desenho nas paredes
os rostos e os fascínios
por onde passa o coração da casa
ou talvez apenas
os sinais prometidos
do gesto circular dos regressos.
No calendário das solidões
o voo migrante das primeiras folhas.
Sigilosamente interrogo o verde breve de setembro.
Raízes de ausências
lugares de ruas desabitadas
retornam vazias
as minhas mãos.
BL
Saudade, esse demónio que se entranha e que nem a presença do que se espera consegue dominar.
ResponderEliminarUm verdadeiro estado de alma.
Saudade do futuro
ResponderEliminaro passado fica nas margens
porque o rio não pára
Nostálgico e encantador poema...:)
ResponderEliminarBeijinho e bom fim de semana!
Nostálgico e encantador poema...:)
ResponderEliminarBeijinho e bom fim de semana!
Uma ária breve de outono em tons dóceis de melancolia.
ResponderEliminarUm beijo
Raízes de ausência
ResponderEliminarsinais prometidos
do gesto circular dos regressos.
Belo
Bjo.