Há um lado arrastado
hoje.
Molda a linguagem do sorriso
risca o azul de um céu
ocupado pela informe passagem da Lua
corpo inexplicável de ausências e memórias.
E os melros. Testemunhas da tarde a arrumarem o tempo.
E a dizerem-me de ti.
[ em teus olhos
de silêncio
a inocência
de palavras inequívocas ]
P’ra lá dos girassóis
a suspensão da luz
na imóvel floração dos aloendros.
E a vastidão da cal.
A metamorfose do fogo
na branca ondulação das borboletas.
A dizerem-me de ti.
[ aqui
entre a lenta desconstrução das horas
e a (in)quieta reconstrução dos dias ]
BL
Na verdade há azuis
ResponderEliminarmais claros que os céus
Um constante processo de transformação
ResponderEliminarque invisivelmente nos mobiliza
ao foco da luz do sentir
que nos liberta em amplitude...
Sempre um belo voo poético!
Beijinho, Brígida.
Há por aí expressões que seduzem. Como esta: "E os melros. Testemunhas da tarde a arrumarem o tempo". Coisa linda, Brígida.
ResponderEliminarBeijo :)
"[ aqui
ResponderEliminarentre a lenta desconstrução das horas
e a (in)quieta reconstrução dos dias ]"
Profundo e envolvente! De repente somos o fundo e a borda de nós mesmos.