Todos os nomes aprenderam a flutuar.
Desabitaram o teu rosto.
Pássaros que descobrem
que o céu é maior
do que o ninho.
Desabitaram o teu rosto.
Pássaros que descobrem
que o céu é maior
do que o ninho.
Sobrou o silêncio.
Eco de água pousado na pele
e a memória
onde ainda te procuro
devagar.
As palavras
órfãs
deram às mãos o ofício de te desenhar.
Linha a linha
como quem tenta reconstruir o vento.
órfãs
deram às mãos o ofício de te desenhar.
Linha a linha
como quem tenta reconstruir o vento.
E
no entanto
há um lume que persiste.
no entanto
há um lume que persiste.
Um rumor de marés [por dentro]
como se o teu nome [mesmo ausente]
continuasse a acender o mundo.
BL
05.03.26