No teu olhar
um verão eterno
o brilho dourado de tardes sem fim
e
no vento
a esperança sussurrada
de uma promessa imensa
palavras verdes
sopradas.
Mas o tempo
implacável
escreve-se em silêncio
desfaz os laços
apaga as pegadas
e o amor
abrigo e horizonte
torna-se um eco
no vazio das madrugadas.
Guardo a tua voz na dobra do tempo
a memória do toque
que já não vem
e
em versos
a linguagem das aves
que me embalava.
BL
02.04.25