segunda-feira, 31 de março de 2025

Improváveis horizontes







O tempo é pausa

e a sombra arranha-te os passos

que balançam entre o já

e o nunca.



Na ausência

desfias os nós invisíveis do destino.



O eco lateja na fissura da espera

lâmina a desafiar o verbo.



Os dias pesam

chumbo ao amanhecer

e o medo a engolir a vastidão da noite.



Sobram memórias

em cofres de pele esquecida.

Erguem-se asas quebradas

contra um céu de negrume e incertezas.



Porque a dor é prado

é rio

é queda

_ melodia do silêncio a cantar na distância

um voo de corvo no caos das ausências

bordando na muralha improváveis horizontes.







BL

31.03.25










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