O tempo é pausa
e a sombra arranha-te os passos
que balançam entre o já
e o nunca.
Na ausência
desfias os nós invisíveis do destino.
O eco lateja na fissura da espera
lâmina a desafiar o verbo.
Os dias pesam
chumbo ao amanhecer
e o medo a engolir a vastidão da noite.
Sobram memórias
em cofres de pele esquecida.
Erguem-se asas quebradas
contra um céu de negrume e incertezas.
Porque a dor é prado
é rio
é queda
_ melodia do silêncio a cantar na distância
um voo de corvo no caos das ausências
bordando na muralha improváveis horizontes.
BL
31.03.25
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