quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Desnorte
Nem tanto uma noite de
encanto
e de espanto.
Há gestos feridos
evitáveis
que rasgam os movimentos
e espalham os ventos.
Ressoa ainda uma
aparência mordaz
a simulação
incapaz de outra rota
possível.
Há a mutilação da
palavra
ruídos de sentidos
que as aspas não abrem
nem fecham.
A bússola desfeita no ar
sem rumo
e a chuva incendeia
conversas
sobre telhados de vidro.
Sinais de dor
maior e menor
vibram ocultos
desnorte
em delírios de morte
antecipada.
Brígida Luz
domingo, 10 de setembro de 2017
Tela de silêncios
Mergulho as mãos nos silêncios do tempo
e em palavras não ditas
reinvento o sentido invisível dos dias
que me olham nos olhos deformados
sem lágrimas de alma aquecida
nem manhãs de sonhos acordados.
e em palavras não ditas
reinvento o sentido invisível dos dias
que me olham nos olhos deformados
sem lágrimas de alma aquecida
nem manhãs de sonhos acordados.
Os instantes já não voltam a ser meus
calaram-se nas vozes de outros
afasto-me da minha pele
ao som trémulo de violinos mudos.
calaram-se nas vozes de outros
afasto-me da minha pele
ao som trémulo de violinos mudos.
Chegou sem aviso a noite escura
uivos da Lua
gélidos momentos
tombados na tela translúcida de sobrepostas figuras
vermelha loucura de aniquilar o vazio
de um olhar desgrenhado.
uivos da Lua
gélidos momentos
tombados na tela translúcida de sobrepostas figuras
vermelha loucura de aniquilar o vazio
de um olhar desgrenhado.
Brígida Luz
19.06.10
sábado, 9 de setembro de 2017
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Fado ( zinh@ )
Peço um pouco de mim
mesma
inda que sem nome seja
algures
tardiamente
mas inteira
vertical
para que o tempo me veja.
É este o tempo que peço.
Tempo sem forma
mas cor
que saiba suportar a dor
e em si mesmo não se
perca.
Peço um lugar pequenino
onde não caiba o vazio
ao alcance da saudade
qu', ai de mim, é a
verdade
desta vida em desatino.
Brígida Luz
06.09.17
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Percursos
Não
são poucas as vezes
em que atravesso as tardes do meu jardim,
_refúgio de ventos e de labirintos_
à procura de respostas.
Nem sempre as encontro.
Aclaro as águas, desteço
fios de lodo, limpo as pedras,
uma por uma. Construo pontes,
dentro de mim.
À procura de respostas. Mas,
nem sempre as encontro.
Então,
colho uma rosa,
_removo uns espinhos_
e coloco-a, harmoniosamente,
na jarra da entrada.
E encho a casa de luz.
em que atravesso as tardes do meu jardim,
_refúgio de ventos e de labirintos_
à procura de respostas.
Nem sempre as encontro.
Aclaro as águas, desteço
fios de lodo, limpo as pedras,
uma por uma. Construo pontes,
dentro de mim.
À procura de respostas. Mas,
nem sempre as encontro.
Então,
colho uma rosa,
_removo uns espinhos_
e coloco-a, harmoniosamente,
na jarra da entrada.
E encho a casa de luz.
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