O lápis
a repousar
na
distância.
Na
brancura do lugar
ou na
limpidez da voz.
Há
palavras que se movem
nas
paredes
e
guardam os dias em que acreditei
no
perfil eterno do mar.
Sei que
não devo pensar
nas
raízes da árvore antiga
ou no
silêncio
do lume
inteiro no inverno.
Mantenho-me
à tona de mim
pronta
para a floração
dos
barcos que partiram
entregue
à claridade mansa
que
rodeia as águas que correm.
Brígida
Luz
