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Foto de Michael Bilotta
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Um
nome que te dói. Que te ocupa
todos
os espaços do corpo e que talvez
só
exista dentro de ti. Cheio de aves
e
dos incêndios do entardecer.
Talvez
destinado a morrer.
Como
tu morres ao despertar da manhã
e
o silêncio é refúgio de barcos
e
de tempestades.
Um
nome que te dói. Que não te sabe
a
inocência das estrelas. Onde o tempo
cresce
e a memória te molda a alma
na
geografia do corpo. O teu corpo
exausto.
A luz inerte de um rosto vazio.
Brígida
Luz



