Regressámos ao fundo do silêncio.
Não aquele silêncio
que tem por fundo
o ventre do arco-íris ou o verdejar
dos pássaros.
Falo de um silêncio
escuro, como
o luto
ou a dor. Ou uma flor
silenciada em tons de
melancolia.
Os olhares não se tocam.
Movem-se, às vezes,
como sobras de reflexos
prateados
de um mesmo mar de
solidão.
Dissolvem no ar os sonhos
congelados do mundo.
Rostos amassados.
Ar dentro das mãos,
apenas.
Brígida Luz



