Passeio os dias
a curar a acidez dos espelhos. Palavras de água
abrigam sombras transitórias e são
talvez
à vez
degraus de espuma
ou estalidos do tempo.
Crepúsculos de adolescência cantam
a pele do vento
em longínquos horizontes de mar.
Há ilhas de agosto
a soprar a solidão da pedra
em olhos repletos de verdes conformados
a preparar a linguagem da casa
para a jornada seguinte.
Depois
serenamente
o silêncio.
BL
